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Lições da páscoa

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53.5

 

Toda vez quando se aproxima a data da Páscoa me ponho a pensar o porquê de não haver comemoração tanto ou maior que a comemoração por ocasião do Natal.

 

Para mim, que sou cristão, é inadmissível que não se faça uma programação como a que é produzida no dia de Natal. A gente passa meses ensaiando um coral, uma peça teatral, vários cânticos e poesias para essa data, no entanto, para a páscoa...

 

Você sabia que a data da morte de Jesus é conhecida? Pois é. É verdade. Cristo foi morto às vésperas do Sábado que antecedia a páscoa judaica.(Mt 26.2, 28.; Mc 14.1, 16.1). Essa data é sempre celebrada na 1ª. Lua cheia da primavera do hemisfério norte, na noite de 14 para 15 de Nisã. Como o calendário judaico é baseado nos ciclos da lua, explicam-se os motivos da variação em nosso calendário, que é solar e por isso, para nós, o Domingo de Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril.

 

Você sabia que o nascimento de Jesus não nos assegura a salvação nem a remissão de pecados? Pareço meio anticristão afirmando isso? É que, apesar de ter nascido de uma virgem, concebido pelo Espírito Santo, ter uma vida ilibada e sem pecado, ainda assim não poderia nos garantir uma vida eterna nem o perdão dos nossos pecados. Isso porque, segundo a lei de Deus, sem derramamento  de sangue não há remissão de pecado (Hb 9.22)

 

Foi a sua morte e a sua ressurreição que nos deu acesso aos céus. Veja bem, se Jesus tivesse morrido de causas naturais nenhum benefício teríamos, mas foi sua morte por meio de uma cruz, sofrendo toda a humilhação e dor, no pior castigo que um condenado poderia ser submetido, que nos redimiu de toda culpa. É por isso que Paulo proclama em 1 Coríntios 1.23: “nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”.

 

Há outro destaque que torna ainda mais importante a celebração da Páscoa. A morte sacrifical de Jesus permitiria somente a remissão de nossos pecados e, através de sua morte substituta, inocenta-nos da dívida que era sobre todos. Paulo diz em Colossense 2.14: “e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz”.

 

Há ainda a questão da vida eterna. Ok, não há mais condenação para nós, mas, e quanto à vida eterna? Pois a todos os homens foi destinado morrer uma única vez, vindo depois o juízo (Hb 9,27).

 

Ao ressurgir nas primeiras horas do primeiro dia da semana, Jesus venceu a morte e tornou-se o primeiro de muitos que iriam ressuscitar com ele. Se morremos com ele na cruz é certo que viveremos com ele na glória (Pois quem está morto está justificado do pecado.  (“Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,  sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele” Rm 6.7-9) .

 

Entende a importância da Páscoa para nós? Por isso é que devemos celebrar muito essa data,  divulgando a todos essa tão maravilhosa conquista. O próprio Jesus instou para que a mantivéssemos na lembrança até os fins dos tempos. (Mt 26.26-30; Lc 14.20)  “Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.” 1 Co 11.26

 

Vamos então, com muita alegria, celebrarmos a Páscoa, na certeza de que a cada dia mais nos aproximamos do encontro triunfal com Jesus, na glória.